Galo da discórdia

Essa eu tive conhecimento através do clipping do Migalhas, mais especificamente aqui. Até onde dá pra perceber trata-se de alguém que ajuizou uma ação em função de uma discussão sobre um galo. A seguir temos o despacho da juíza com os fundamentos que utilizou para declarar-se impedida de atuar no caso (grifos meus).

Leiam até o fim, pois vale a pena…

Processo Nº 2007.857.000344-6
Comarca de Paracambi
Distribuído em: 19/03/2007
Tipo de ação: Outras c/ valor até 40 salários mínimos

Decisão: Declaro-me suspeita para o julgamento da lide em razão do disposto no art. 135 c/c 409, I do CPC em razão dos esclarecimentos que passo a prestar. 1- Esta magistrada, nos dias úteis, pernoita na cidade de Paracambi, sendo que usualmente em hotéis. Por cerca de 3 ou 4 vezes, esta magistrada pernoitou na casa de amigos situada na Rua Vereador Antonio Pinto Coelho, que fica a cerca de 50 metros da Rua Kardec de Souza, nº 885, ocasiões em que não conseguiu dormir porque um galo cantarolou, ininterruptamente das 2:00 às 4:30 hs da madrugada, o que causou perplexidade, já que aves nao cantam na escuridão, com exceção de corujas e, ademais, o galo parou de cantar justamente quando o dia raiou. 2- A magistrada perguntou aos seus amigos proprietários do imóvel se sabiam onde residia o tal galo esquizofrênico, sendo que os mesmos disseram desconhecer o seu domicílio. 3- Ao ler a presente Inicial, constatou a magistrada que o endereço onde se encontra o galo é muito próximo da casa de seus amigos, razão pela qual, concluiu que o galo que lhe atormentou durante aquelas madrugadas só pode ser o mesmo que o objeto desta lide, devendo se ressaltar que a juíza não conhece nem o autor e nem o réu. 4- Considerando que esta magistrada nutre um sentimento de aversão ao referido galo e, se dependesse de sua vontade, o galo já teria virado canja há muito tempo, não há como apreciar o pedido com imparcialidade. 5- Há de se salientar que o art. 409 do CPC dispõe que o juiz deve se declarar impedido se tiver conhecimento de fatos que possam influir na decisão e, na presente lide, esta magistrada se coloca à disposição para ser testemunha do juízo caso seja necessário. Remetam-se os autos ao juiz tabelar.

Star Wars

Meu tempo livre tem sido meio escasso e às vezes não consigo colocar aqui alguns recentes acontecimentos interessantes. Mas antes que vire “notícia velha” permitam-me falar um pouco sober a exposição Star Wars que ainda está acontecendo lá no Parque Ibirapuera, em São Paulo (sim, a capital).

Não preciso nem dizer que sou fã de carteirinha dos filmes de Guerra nas Estrelas, certo? Mas o mais legal é que meu filhote mais velho TAMBÉM é. E não, não tive nenhuma influência nisso – ele simplesmente gosta e ponto.

Assim, em plena sexta-feira nesse último feriado – aliás, último DO ANO, diga-se de passagem (o próximo é o Natal) – toda a tropinha foi para São Paulo. Coisa de mais ou menos uma hora de casa. Deixamos o carro num estacionamento perto do Terminal Rodoviário do Tietê e pegamos o metrô. Ali mesmo já começou a “aventura”.

É que a tropinha (quatro, seis e nove anos, lembram?) NUNCA tinha andado de metrô. Olha, pra resumir, foi uma diversão só! Meus japonesinhos abriram cada olho DESTE TAMANHO ao se enfiarem debaixo da terra naquele “trem super rápido”…

Do ponto mais próximo pegamos um táxi (não, eles também nunca tinham andado de táxi – mas o metrô foi mais divertido) e fomos para a exposição no Parque Ibirapuera.

Pra quem resolveu morrer com trinta contos e não é fã, deve ter achado até bem fraquinha. Num passo rápido em aproximadamente quinze minutos dá para ver as cerca de 200 peças da exposição, entre desenhos, roupas, miniaturas, armas, robôs e até mesmo três naves em tamanho real.

Já pra quem é fã… Bem, ficamos mais de uma hora lá dentro!

A criançada adorou!

Tá, eu também…

E, ao final do “evento”, um parque inteiro à disposição para correr e se divertir…


Um dos soldados imperiais (tinha um “de verdade” andando por lá também).


Darth Vader – o vilão/herói dos filmes…


Não podia faltar uma fotinho ao lado do C3PO – o R2D2 ficou com vergonha e se escondeu ali atrás...


Mestre Yoda.


Um dos esboços originais do R2D2.


E um pouco de ar livre após tudo isso!

É fogo…

Peço desculpas aos meus quase cinco leitores que possam ter tentado acessar o site neste final de semana, mas tivemos um perrengue difícil de prever…

Em direito chamaríamos a “ocorrência” de caso fortuito, ou seja, segundo Hely Lopes Meirelles, “é o evento da natureza que, por sua imprevisibilidade e inevitabilidade, cria para o contratado impossibilidade intransponível de regular execução do contrato”.

Tá, mas e daí? A pergunta seria: “o que foi que aconteceu?”

Segue o que recebi da empresa onde meu site fica hospedado:

COMUNICADO

Informamos que devido a um incêndio ocorrido no datacenter onde nossos servidores encontram-se alocados aproximadamente às 7:45 PM (30/05/2008) os serviços estão temporariamente indisponíveis.

Todas as medidas em caso de desastres já estão sendo tomadas para que os serviços retornem ao ar o mais rápido possível, aproximadamente 9.000 servidores e 7.500 clientes foram afetados com esse incidente.

Agradecemos a compreensão e pedimos desculpas pelo ocorrido, lembrando que todas as equipes responsáveis já estão trabalhando para o restabelecimento dos serviços e a previsão de retorno é na tarde deste domingo.

A princípio nenhum servidor foi danificado, sendo assim não haverá perda de dados.

De minha parte eu já tinha um backup de umas duas semanas atrás, então a perda não seria TÃO grande.

Então fica aqui o alerta para todos os amigos blogueiros: FAÇAM BACKUP REGULAR DE SEUS SITES! Principalmente de suas bases de dados (posts, páginas, comentários, etc).

Nunca se sabe quando Murphy (maldito seja!) poderá bater à sua porta.

Afinal, ele está sempre à espreita…

Palavras inócuas ao vento

Dessa eu tive notícias lá no Sérgio Amadeu. A justiça eleitoral do Rio de Janeiro exigiu que o candidato Gabeira mande que os blogueiros retirem de seus sites os banners que declarem apoio à sua candidatura.

Gente, será que a “justiça” não consegue perceber o absurdo dessa exigência?

É como você chegar numa passeata e – sem microfone – pedir silêncio àqueles que bradam seu apoio. Caramba, muitas vezes numa simples reunião de poucas pessoas à mesa sequer conseguimos consenso para que nos ouçam!

Que se dirá então de “pedir silêncio” ao mais anárquico instrumento jamais inventado pelo ser humano? Sim, estamos falando da Internet, caótica em sua própria essência e natureza.

Ou seja, ainda que o Gabeira queira (e não acho realmente que assim o seja), simplesmente é humanamente inviável dar cumprimento a tal “exigência”.

Aliás, como muito bem colocado lá pelo Sérgio, “Em vez de incentivar o espírito deliberacionista, a discussão política sobre as melhores alternativas para os governos, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro age contra o direito de opinião e o uso público da razão. (…) Estão extrapolando suas funções judiciárias. Estão querendo limitar o uso da esfera pública interconectada.”

Se quiserem saber mais sobre o porquê disso tudo, então leiam o que escrevi aqui no blog sobre a Internet e as eleições municipais.

Emenda à Inicial: No momento em que acabei de publicar este post, enquanto paralelamente lia as notícias dos RSS da vida, fiquei sabendo lá pelo Direito e Trabalho que o blog do Pedro Dória foi um dos afetados pela decisão da justiça. Absurdo dos absurdos. Como bem disseram (ambos) isso cerceia tanto as garantias constitucionais de liberdade de pensamento e de sua expressão como também as prerrogativas relativas à liberdade de imprensa. Me sinto indignado. E acabo repensando um pouco o título desse post – será que seriam tão inócuas assim essas absurdas palavras da justiça?…

PS.: Só pra esclarecer. No decorrer do texto escrevi a palavra “justiça” assim mesmo, propositalmente com letra minúscula. Não é por falta de respeito. Apenas entendo que tais atitudes não são compatíveis com a Justiça à qual sirvo…

Ceumar na Fecap

Excelente dica do amigo e colega de trabalho Marcos Caetano (vulgo “Marquinhos”) acerca do show que acontece de hoje até domingo. Trata-se da Ceumar, cuja musicalidade e letras de suas canções encantam tanto quanto a maviosa voz que possui (não, não escrevi errado, é maviosa mesmo).

gravação de cd ao vivo com músicas inéditas
participação de yaniel matos e sérgio pererê

29, 30, 31 de maio e 1º de junho de 2008
quinta, sexta e sábado, às 21h. domingo, às 19h
teatro fecap | avenida liberdade 532 liberdade | tel. 11.3272.2222

www.teatrofecap.com.br
www.myspace.com/ceumar
www.circusproducoes.com.br

Pena que não poderei ir…

:'(

Atendimento pessoal: só on-line

Publicado no site da Ins-pirada sob o título de “Como?”, o texto a seguir mostra claramente os absurdos da vida real, tendo como artista coadjuvante a Internet – usualmente utilizada pelas empresas para ter um “quê de modernidade” mas sem na realidade sequer saber o que estão fazendo…

(senha, espera, espera, espera)
– Bom dia. Identifiquei no site de vocês ontem uma vaga adequada ao meu perfil profissional. Gostaria de obter mais informações.
– Você já tem cadastro?
– Sim, inclusive me candidatei à vaga pelo site.
– Ih… não adianta. Peraí.
– Como?
– Péra – (rabisca, rabisca, rabisca) – Se você tiver acesso à internet você manda seu currículo para esse e-mail aqui.
– Mas a candidatura pelo site não funciona?
– Funciona, mas os analistas nunca olham.
– Como?

(outra senha, espera, espera e espera mais um pouco)
– Vi no site de vocês que há uma vaga para analista de RH. Gostaria de obter mais informações.
– Preenche essa ficha.
– Não, quer dizer, tudo bem. Mas poderia me passar mais informações? Quais são os pré-requisitos, porte da empresa…
– Depois que você preencher a ficha.
– Como?
– Tem cadeira vaga ali ó.
(suspiro, preenche, preenche, preenche)
– Prontinho. Você poderia me passar mais detalhes sobre a vaga agora?
– Isso só com o analista.
– Como? (10, 09, 08… )
– Ele tá atrasado. Se quiser pode sentar e esperar.
(outro suspiro, mais espera, espera, espera)
– Luciana Pi-viii-os-pa??
– Sim?
– O analista chegou e mandou dizer que essa vaga não serve para você.
– Como?
– É. Ele disse que sua pretensão está muuuuuito acima (balança a cabeça e estala a língua duas vezes). Estão pagando R$700,00.
– R$700,00 para uma vaga de analista?
– É.
– A-na-lis-ta?
– É.
– R$700,00?
– É.
– Só por curiosidade. A quanto tempo essa vaga está aberta?
– (tecla, tecla, tecla) 4 meses.
– Ceeerto…

( sem senha – oba – fila quilométrica, espera em pé, espera em pé, espera em pé)
– Bom dia. Tentei cadastrar meu currículo ontem, mas infelizmente não consegui. Por isso resolvi vir pessoalmente.
– Trouxe carteira de trabalho?
– Puxa, infelizmente não. De que informações você precisa?
– Datas de admissão e demissão.
– Bom, nesse caso, mesmo que eu estivesse com ela não ia lhe ajudar, pois não trabalho registrada há alguns anos.
– Então não posso fazer o cadastro.
– Como?
– Sem a carteira só dá para fazer pelo site .
– Aqui eu não posso fazer o cadastro sem carteira de trabalho, mas no site eu posso?
– É… (confusa). Puxa que coisa idiota, não? Próximo.

Filosofia Linux avança… na mecânica???

Ainda que o tema estivesse mais voltado lá para o Opala Adventure Projeto 676, achei melhor deixá-lo por aqui…

Existe um tipo de sistema de injeção eletrônica programável que pode ser instalado nos automóveis – principalmente nos mais antigos – visando melhorar seu desempenho e economia. Ainda que existam no mercado alguns kits prontos (e caríssimos), esse da MegaSquirt parte de uma premissa diferente.

Como foi dito pelo opaleiro Jean Carlo lá na lista do Opala.com:

A Megasquirt é uma injeção programável e de projeto “aberto”, o intuito não é lucro e sim a colaboração de várias pessoas experientes no assunto para desenvolver um produto de otima qualidade a um preço acessivel.

digamos assim, é o Linux das IE programaveis, todo mundo sabe que existe, todo mundo diz que é bom, mas todo mundo acaba usando a cara e fácil de operar =D

Bem, já é um começo…