Mundo HQ

Quem disse que quadrinhos são pra crianças? O mundo HQ (Histórias em Quadrinhos) há muito vem se profissionalizando, explorando novos nichos, tanto que acaba sendo vítima de sua própria ousadia. Vejam o que saiu na Wizard de maio:

O longa-metragem de animação Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n Roll”, baseado nas histórias em quadrinhos do paulistano Angeli, ganhou uma mídia extra bastante interessante. O Ministério da Justiça classificou o aguardado desenho como impróprio para menores de 18 anos.

A produtora do filme, Marta Machado, ficou indignada e disse ao jornal Folha de São Paulo que ‘os gaúchos da Otto Desenhos Animados entram para a história por produzirem a primeira animação brasileira proibida para menores’.

Para quem não sabe, Wizard é uma revista especializada no tema, trazendo toda e qualquer notícia voltada ao mundo dos quadrinhos, quer seja relacionada a novas publicações, filmes em cartaz, circuito alternativo, etc.

Dia dos Namorados…

Talvez seja pela forma aconchegante que sempre consegue aninhar a cabeça em meu peito;

talvez seja pelo carinho que paira em seu olhar nos momentos em que consegue enxergar aquela criança arteira que ainda existe dentro de mim;

ou pela compreensão e apoio que me dá quando estou frente à encruzilhadas que sei que afetarão nossas vidas num futuro próximo;

mesmo quando, de dedo em riste, está me dando uma senhora de uma bronca;

ou nos momentos de silenciosa discussão, quando pergunto “O que foi?”, e ouço apenas um lacônico “Nada.” em resposta;

ou quando seu riso preenche a casa;

quando suas lágrimas me dilaceram o coração;

quando seu sorriso ilumina o ambiente;

enfim, nesse mundo povoado de meninos sonhadores e de mulheres dotadas de agudeza de espírito, não consigo entender o porquê de ela teimar em me amar, nem tampouco sei declinar exatamente qual a motivação que me leva a amá-la.

Só sei que a amo…

Gripe – III

Gripe!Ainda que sob o sério risco de ser linchado em praça pública pelos meus pares, antes de mais nada tenho que admitir: os homens são todos iguais; só mudam de endereço.

No último final de semana estava eu em casa e meio que gripado. Bom, pra falar a verdade eu estava MUITO gripado! Vi toda a minha vida passar, como num filme. Não tinha mais forças para nada; a cada uma das tossidas (cada vez mais profundas) doíam minhas têmporas e passei a ter vertigens, com pequenos pontos prateados bruxuleando pela minha vista…

Na certeza de que não veria outro dia pela minha frente, passei a mentalizar como seria dividida minha parca herança cultural pelos meus três filhos, em que situação ficariam os bens que não tenho, e ainda fiquei matutando se existiria algum tipo de “disk-extrema-unção” para atendimento domiciliar…

Ainda bem que a Dona Patroa, do alto de sua sapiência (e paciência) oriental, não deu muita trela para o dantes moribundo que agora vos escreve. Além de me ENTUPIR com um coquetel de anti-gripais, expectorantes e descongestionantes, ela ainda fez aflorar seu lado Morgana, e como verdadeira Hecatae, cuidou de mim assumindo concomitantemente as personalidades da donzela, da mãe e da velha, o que resultou numa “poção” (também conhecida como chá) que levava desde alecrim, passando por tanchagem, até gengibre (argh!).

Bão, enfim, sobrevivi…

Já no decorrer da semana, conversando com minhas amigas e colegas de trabalho, numa vã tentativa de arrebatar um mísero olhar de compreensão, fui rechaçado com a indelével constatação delas: “realmente, vocês homens são todos iguais; basta pegar um resfriadinho à toa que já ficam manhoooooosos…”

Que putz. O pior é que elas têm razão…

Desabafo não é desacato, afirma TJ

Interessante…

Newsletter – Síntese Publicações
Publicado em 19 de Maio de 2006 às 15h23

Expressão ofensiva usada contra funcionário público não caracteriza desacato se decorrente de desabafo ou indignação por mau atendimento. Com esse entendimento unânime, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás, acompanhando voto do relator, Desembargador Aluízio Ataídes de Sousa, reformou decisão do juízo de Valparaíso de Goiás, que havia condenado a advogada e defensora pública Alessandra de Souza Machado Jucá a 2 anos de detenção, em regime semi-aberto, por desacatar a funcionária pública Jousse Paulino de Carvalho Andrade, porteira dos auditórios e secretária do juízo da referida comarca, usando a expressão “vá à merda”. A pena fôra substituída por prestação pecuniária, consistente na doação de duas impressoras novas para o Foro de Valparaíso.

Ao absolver a advogada, Aluízio ressaltou que, apesar de a conduta de Alessandra não ter sido correta, pois, a seu ver, ao invés de mandar a funcionária “ir à merda” deveria ter procurado as vias adequadas para se contrapor ao comportamento que considerou injusto, ficou claramente comprovado que a expressão ofensiva usada por ela resultou de desabafo, revolta natural e momentânea por não ter sido atendida devidamente por Jousse, a pretexto de os servidores encontrarem-se em greve. “Para restar configurado desacato, impõe-se que a conduta delituosa tenha por fim específico o desprestígio ou desconsideração da função pública exercida pelo ofendido”, explicou.

Fato

De acordo com os autos, em 16 de abril de 2002, às 14h45, no recinto do fórum da comarca de Valparaíso de Goiás, houve um desentendimento verbal entre Alessandra e Jousse Paulino, devido à insistência da referida advogada em obter informação sobre andamento de processo de seu interesse e a recusa da funcionária ou fornecê-la, já que os funcionários estavam em greve. Posteriormente, Alessandra constatou que Jousse estava protocolizando uma petição para outro advogado, o que a deixou indignada, levando-a a questionar o motivo do tratamento diferenciado. Nesse momento, as duas tiveram uma grande discussão, sendo que Alessandra mandou que ela fosse “à merda”.

Ainda conforme os autos, logo após o desentendimento Jousse dirigiu-se à delegacia de polícia e apresentou representação criminal contra Alessandra, lavrando um TCO. A representação foi encaminhada ao Juizado Especial Criminal, mas não houve acordo entre ambas sobre a proposta de transação penal, culminando em oferecimento de denúncia contra Alessandra pelo crime de desacato (art. 331 do Código Penal), o que acabou gerando sua condenação.

Ementa

A ementa recebeu a seguinte redação: “Apelação Criminal. Desacato. Dolo Específico na Conduta do Agente. Inexistência. Atipicidade. Absolvição. Para restar configurado o desacato impõe-se que a conduta delituosa tenha por fim específico o desprestígio ou desconsideração da função pública exercida pelo ofendido, não bastando, para tanto, a mera enunciação de expressão ofensiva em desabafo, revolta natural e momentânea, resultante de comportamento do próprio funcionário desacatado. Recurso conhecido e provido. Sentença Reformada”. (Ap. Crim. nº 28.089-3/213 – 200502081885).

Fonte: Tribunal de Justiça de Goiás

Peça pelo número!

O primeiro a se manifestar foi o Número Dois. Logo pela manhã, após acordar e concluir que estava quase afônico de rouquidão, fui até a sala e ele já havia se levantado.

– Papai, vem ver meus desenhos!

– Deixa eu ver, então…

– Olha, tem esse aqui e depois esse, e mais esse…

(Suspiro).

– Filho, o papai está rouco, por isso é que está falando assim baixinho. VOCÊ não precisa falar desse jeito também…

…—…

Ao chegar em casa, à noitinha, foi a vez do Número Três. A Dona Patroa me falou:

– Amor, hoje ele estava olhando as fotos ali, comigo, e falou direitinho quem era cada um, inclusive, “papai”.

– Legal! Filhão, vem aqui no colo do papai. Isso. Quem é essa aqui na foto?

– Mamãe!

– E esse aqui?

– Mamãe!

(…)

– Tá, vamos tentar de novo. Quem é essa outra aqui?

– Vovó!

– Isso. E esse aqui?

– Vovô!

– Muito bom. Essa aqui?

– Mamãe!

– Bom. E agora, quem é ESSE AQUI?

– Mamãe!

Foi mais ou menos isso que aconteceu. Coloquei meu pequeno rebento no chão e fui esmurrar algo em outro cômodo da casa.

…—…

E pra fechar com chave de ouro, só faltava o Número Um. Estava a fazer meu prato junto ao fogão quando ele chegou.

– Oi, pai.

– Oi, filho.

– Você ainda tá rouco, pai?

– É. Ainda tô um bocadinho rouco, sim.

Virou-se para o outro lado, e disse:

– Mãe, por que a gente não arranja um microfone para o papai? Assim, mesmo que ele fale baixinho a gente vai conseguir ouvir!

A Dona Patroa foi rir desesperadamente em outro cômodo da casa…

…—…

Enfim, parece que estou total e completamente cercado por uma família de comediantes e não sabia…