SEXTA!!!

Afinar… Chegou a benfazeja sexta-feira!

Olha, e foi uma semana difícil… Entre trabalho, reuniões, compromissos, clientes, audiências, família e informática (não necessariamente nessa ordem), sobrou pouco tempo para atualizar essa nova versão pseudo-turbinada do site.

Ao menos no final de semana poderei descansar um pouco os neurônios que me restam, exercitando-os na matéria que mais gosto: informática. Diversas dicas do Bicarato (vide link do Alfarrabio, no final da coluna à direita) para serem pesquisadas e implementadas, algumas cópias para avaliação perpétua a serem feitas, fotos e filmes a serem organizados e renderizados, e – principalmente – atualizar meus conhecimentos em PHP, MySQL e afins, pois estou em débito pessoal com meu grande amigo Benê pelo atraso…

Mas isso eu acerto hoje com ele, em cerveja (moeda corrente líquida)…

Em alguns dias creio que terei observações mais importantes, relevantes ou, no mínimo, bem humoradas para trazer neste nosso espaço (sim, nosso, agora que – finalmente – existe a possibilidade de envio de comentários). No mais, a todos os meus leitores (quisera eu fossem tantos assim), um EXCELENTE final de semana!

Porém podemos voltar a qualquer momento em edição extraordinária…

Audiências e reminiscências

É incrível a capacidade do ser humano de dar BOLA FORA…

Hoje fui na audiência trabalhista de uma ação que minha ex-empregada moveu contra minha humilde pessoa. Bem, é sabido que o advogado que milita em causa própria tem um ingênuo por cliente e um louco por representante…

É VERDADE!

Bem, pra resumir a história, durante todo o ano e meio que ela trabalhou em casa, seu salário nominal somado chega a seis mil reais. O valor da ação? Cinco mil reais! Através de cálculos “matemágicos” conseguiram chegar a esse valor…

Mas foi divertido pra treinar a mão… Não sei se fiquei mais decepcionado pelo fato de ela ter feito a reclamação ou de o advogado ter apresentado pedido tão estapafúrdio. Mas como em casa de ferreiro, o espeto não precisa ser de pau, bastou juntar todos os comprovantes de pagamento, termo de rescisão, aviso de férias, etc, etc, etc.

Conclusão? O advogado entrou mudo e saiu calado… O juiz somente não deu a sentença na hora porque as dez laudas que juntei como contestação precisavam ser melhor analisadas, eis que envolviam pedido contraposto, litigância de má-fé, devolução de verbas rescisórias, e por aí afora. Agora é só aguardar o julgamento.

Isso foi bom, porque me fez lembrar o quanto eu GOSTO de Direito do Trabalho e cálculos trabalhistas. De verdade. Serviu pra dar uma afiada na verbarrogeia jurídica trabalhista e lembrar que existe vida além do Direito Administrativo.

Ja-man-ta não mor-reu… (dinovo!)

Boisé…

Nem bem me “curei” do último acidente, não é que já me meti em outro? Dessa vez com a moto…

Estava eu, belo e formoso, indo trabalhar quando me deparo com um semáforo, próximo a um posto de gasolina. Pista dupla, com busão parado à direita, não tive dúvidas: fui à direita deste, pelo posto de gasolina, para aguardar o verde.

Mas o verde veio antes do esperado…

E nesse meio tempo, um carro À ESQUERDA DO ÔNIBUS resolveu entrar nesse mesmo posto de gasolina. Com um ônibus entre ambos nenhum de nós viu o outro até que fosse tarde demais. A lateral do carro foi crescendo na minha frente, resolvi virar pra direita pra acompanhar o carro, mas a roda dianteira ameaçou derrapar, comecei a juntar no freio e aí que a moto começou a deslizar de vez, cada vez mais perto do carro, restou a derradeira alternativa:

– A moto que se foda!

Pulei fora no último momento, mas ainda não deu pra evitar que ela caísse sobre minha perna (a outra, a boa).

Levanta daqui, olha dali, “tá tudo bem, tá tudo bem” – “não se machucou, quer que leve para o hospital?”… Enfim. Ambos estávamos errados, ambos sofremos com isso, cada um paga o seu.

O que mais me doeu – pensamento inclusive que ocorreu no MOMENTO da batida – foi o bolso. Não ficou caro pra arrumar, mas – putz! – já estou sem grana, e acabei gastando o que não podia…

Ao menos teve o lado bom da coisa (1ª Lei de Polyana). Eu estava mancando da perna esquerda, com o tombo passei a mancar da perna direita, ou seja: praticamente parei de mancar! Tudo bem que diminui uns 10cm na altura…

Bom, enfim, após looooooongo e tenebroso inverno, mais algumas derrapadas de aprendizado, finalmente consegui liberar a área de comentários. Tive que aprender a usar uns três softwares diferentes, bem como descobrir como funciona o MySQL básico pra poder fazer isso, mas (acho que) consegui. Ainda falta acertar a configuração geral do site, mas com algum tempinho acho que dá pra corrigir…

“Motivação”

“carpe diem”

MOTIVAÇÃO. Motivo. Ação. Motiva a ação. Aquilo que dá motivo à ação. Motiva a ação em função deste. Motivo sem ação resta perdido. Ação sem motivo resta inócua. O motivo faz que a ação seja prazerosa. A ação faz que o motivo se realize. O motivo fundamenta. A ação executa. Fundamenta a execução. Motiva a ação. Motivo. Ação. Motivação.

Heh… Agora eu entendo como Lewis Carrol conseguia se divertir tanto com as palavras…

Propagandas com mensagens subliminares

Notícias interessantes (e inesperadas) do mundo jurídico…

Essa notícia eu recebi através do clipping da Síntese Publicações em 06/03/2006. Refere-se ao processo nº 102028-0/2004 – Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Ei-la:

Propaganda subliminar gera indenização de R$ 14 milhões

O Juiz de Direito da 4ª Vara Cível de Brasília, Robson Barbosa de Azevedo, condenou a Souza Cruz S/A, Standart Ogilvy & Mather Ltda e Conspiração Filmes e Entretenimento S/A ao pagamento de indenização por danos morais difusos no valor de R$ 14 milhões ao fundo de que trata o artigo 13 da Lei 7.347/85, e à veiculação de contrapropaganda elaborada pelo Ministério da Saúde.

Segundo a ação ajuizada pelo Ministério Público do DF e Territórios, as rés uniram-se para criar e veicular publicidade antijurídica de tabaco, usando mensagens subliminares e técnicas para atingir crianças e adolescentes – público que não reúne condições para julgar as coisas clara e sensatamente. A propaganda, levada ao ar em horários legalmente proibidos, foi suspensa conforme acordo judicial, entretanto a contrapropaganda não foi obtida amigavelmente.

O laudo da publicidade elaborado pelo Instituto de Criminalística do DF analisou as imagens e a transcrição do áudio, revelando silhueta de pessoa com cigarro, a imagem de mulher fumando, pessoas fumando carteira de cigarros e as mensagens escritas na propaganda. E conclui: “As imagens revelam forte apelo e atratividade do público infanto-juvenil pela propaganda do cigarro, sem prejuízo de alcance do público em geral, mas o texto revela um contexto nítido de dedicação aos jovens”.

A conclusão é corroborada por outro laudo, elaborado pelo IML do DF, que revela alucinação visual e visão periférica subliminarmente acrescida de um efeito osciloscópico, concluindo pela não opção de aceitação ou rejeição da mensagem ao ser passada para o consumidor.

Segundo o Juiz, as rés não lograram êxito na demonstração de que não visavam ao atingimento do público infanto-juventil, limitando-se a explanar a respeito de técnicas de marketing quando se pretende vender produtos a jovens e/ou crianças. Além disso, o formato videoclipe utilizado está nitidamente voltado para essa faixa etária, e constata-se abusividade da propaganda na utilização de mensagens subliminares.

Na sentença, o juiz explica que se tratando de propaganda ilegal e abusiva, aplica-se o artigo 56, XII do Codecon, que revela ser cabível a imposição da contrapropaganda às custas das rés, devendo esta ser veiculada nas mesmas emissoras, freqüências e horários e pelo mesmo tempo em que o foi a publicidade original.

Levando-se em conta a dimensão dos direitos difusos atingidos, foi fixada indenização por danos morais em R$ 14 milhões, que será revertida em favor de um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais, de que participarão necessariamente o Ministério Público e representantes da comunidade, e cujos recursos são destinados à reconstituição dos bens lesados.