A bem da verdade, qualquer coincidência é mera semelhança com a realidade…

A bem da verdade, qualquer coincidência é mera semelhança com a realidade…

Em tempos de confinamento há que se arranjar o que fazer… Então descobri o site http://www.myheritage.com.br/incolor para colorir aquelas fotos preto e branco (sim, elas ainda existem!) em apenas alguns segundos e com apenas um clique!
Confiram o resultado comparando as originais com as colorizadas:

Casamento de meus pais, Bernardete e José Bento.

Casamento de meus tios, Dionísia e Lélio.

Casamento de meus sogros, Satiko e Sussumu.

Meu avô paterno, Antônio de Andrade.

Meu avô materno, Bernardo Claudino Nunes.

Dona Bernardete.

Seo Zé Bento.

Los Tres Hermanos: Adauto, Adilson e Anselmo.

Outra de Los Tres Hermanos…

Outra de meus sogros.

E aquela famosa foto de meu pai em sua motoca!
Muito bem, família! Vocês devem se lembrar do quanto aporrinhei todo mundo até conseguir levantar todas as informações para montar esse livro aí do lado… Só que tem um detalhe: ele somente tem os registros de nossa família até 2012! E como já estamos em 2017, como todos sabem muito bem, tem muita gente que já casou, que separou, outros tantos nasceram e infelizmente alguns também morreram…
Então, família, conto com vocês para me ajudar a atualizar este nosso livro!
Pra facilitar procês, eu dividi o livro de acordo com cada ramo da família – ou melhor, cada um(a) dos(as) filho(as) do Vô Antonio e da Vó Bastiana – bastando clicar na respectiva imagenzinha aí embaixo para ter acesso ao arquivo PDF.
Reitero que esse livro é nosso: cada indivíduo descendente tem um par de páginas à sua disposição. As informações básicas, como data e local de nascimento, peso e altura quando nasceu, quando e com quem se casou, quantos e quais filhos teve, bem, esse geralzão em sua maioria já tá lá. Mas caso queiram inserir uma ou mais fotos, trocar a foto que está no livro, acrescentar ou alterar um texto ou uma mensagem, enfim, dar uma personalizada como um todo, agora é a hora!
Aliás, confiram os dados de cada arquivo e assim que possível me mandem as atualizações e correções, ok? E mais: não se limitem ao seu ramo da família não! Até porque não custa nada dar uma fuçada nos arquivos do resto do nosso povo, né?
Vocês podem escrever aqui nos comentários mesmo, ou, se preferirem, basta me encaminhar as informações diretamente para o meu e-mail: adauto@andrade.sjc.br .
E aí? Tão esperando o quê? Bóra atualizar issaí, moçada! 😀
No meio de mais uma madrugada – pra variar – insone, eis que mais uma vez comecei a dar uma arrumada na papelada que teimo em guardar e que, de tempos em tempos, teimo em jogar fora…
Como eu estava fazendo algumas anotações sobre genealogia numa pasta (virtual), fui procurar uma pasta (física) que deveria ter alguns documentos que me serviriam. E eis que começo a encontrar alguns outros “documentos” que nem eu mais lembrava que estavam por ali!
Antes de mais nada, deixa eu explicar uma coisinha: em termos de genealogia as pesquisas em fontes “primárias” são totalmente confiáveis e normalmente são feitas tendo por base certidões e registros diversos de cartório; as pesquisas em fontes “secundárias” são relativamente confiáveis, tendo por base outros estudos já efetuados por outros genealogistas e que estão registrados em livros, artigos, etc; e, por fim, as pesquisas em fontes “terciárias” são confiáveis na justa medida em que envolvem fé, imaginação e chutologia, tendo por base a acurada análise de toda e qualquer migalha de informação que possa vir à mão, tais como relatos de parentes, registros de qualquer tipo, notícias de jornais, atas de reuniões e até mesmo convites de casamento…
E é esse o ponto!
No meio da papelada das famílias que estudo ainda tenho diversos convites de casamento guardados como referência de datas e parentescos. E me surpreendi ao constatar que em alguns casos já se passaram mais de dez anos!!! Vejam só:
Sheila & Rodrigo
Milena & Carlos
E como não podia deixar de ser, xereta que sou, fui atrás também daqueles do meu próprio casamento. De ambos…
Adauto & Mieko
(Não encontrei um impresso, mas esta foi a “arte” que lhe deu origem.)
Adauto & Evanilda
(Também era de dobrar, mas essa parte de cima na realidade era a parte externa do convite.)
Pois é… O tempo voa, não é mesmo? Sei que tenho por aqui em algum lugar uma raridade ainda maior: o convite de casamento de meus pais! Assim que achar também compartilharei cá neste nosso cantinho virtual…
Quebra-cabeças.
Definitivamente, eu gosto desse tipo de desafio.
E, pior, aventureiro genealogista que sou, os quebra-cabeças que me atraem são aqueles que dizem respeito ao misterioso passado das famílias. De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? Qual o porquê desse desgraçado calor insuportável?
Enfim, como já costuma dizer a amiga virtual Regina Cascão, sempre estou na busca dos “meus mortinhos”…
Mas minha curiosidade extrapola minha família! Basta eu ouvir um nome diferente e já fico pensando de onde é que veio, qual sua história, como se formou.
E com o amigo e copoanheiro Bicarato não foi diferente. Paulo Henrique de Almeida Bicarato. Sim, um nome de família com todo jeitão de ser italiano, mas de onde? Ninguém nunca descobriu. E resolvi assumir esse desafio já tem um bom tempo – mas as correrias do dia a dia sempre foram deixando essa pesquisa para trás. Até agora.
Tudo (re)começou quando o Bica me encaminhou a transcrição da certidão de nascimento de seu avô, Bento, nascido em 09/10/1913. Filho de Giovanni Bicarato e Colomba Muscini. A notícia é que esse Giovanni quem teria vindo da Itália para trabalhar no Brasil.
Mas o raio é que esse nome, “Bicarato”, teimava em se esconder em todas as pesquisas que fiz, pois jamais encontrei qualquer referência genealógica fora do contexto da própria família no Brasil. Daí resolvi ir atrás das ilações sobre a grafia errada do nome – coisa muito comum na virada do século, quando a grande maioria dos imigrantes aportou neste nosso país. Poderia ser Bicaratto, Biccarato, Bigarato, ou qualquer outra coisa do tipo. Mas a luz no fim do túnel começou a surgir quando, das pesquisas detetivescas de meu amigo, cogitou-se a possibilidade de, de repente, ter existido alguém cujo nome seria B. Carato e daí, da corruptela da escrita e da pronúncia, ter surgido o atual Bicarato. Idéia interessante a ser explorada, até porque existem vários núcleos de famílias Carato na Itália.
Resolvi tentar essa hipótese através de uma busca no acervo digital do Museu da Imigração. Lancei o nome Carato, apertei a tecla Enter e cruzei os dedos. De cara surgiram 37 ocorrências espalhadas por várias páginas e justamente num dia em que a conexão estava péssima! Paciência. A busca retornou a parte final do nome de várias famílias, além de Carato, tais como Boscarato, Macarato, Zacarato e por aí afora.
Fui pacientemente avançando, página por página, já sem esperanças mas ainda munido da minha habitual teimosia. Espera, carrega página, consulta nome a nome, nada; espera mais um pouco, carrega nova página, consulta, nada… E assim foi indo. Quando cheguei na última página, passando pelos nomes, justamente no penúltimo registro, lá estava ele: Giovanni! Seria ele mesmo? Fui conferir a cidade de destino: conferia. Fui conferir se, nos membros da família que vieram com ele, estaria o nome de sua mulher: também conferia! Só podia ser ele!
Mas o mais curioso e a revelação do dia foi outra: Ele não era um Bicarato, mas sim um RICARATO!
Como esse negócio de escrita antiga é complicado, ainda fiquei com uma pulguinha atrás da orelha com a grafia utilizada. Aquilo seria mesmo um “R”? Poderia, na prática, se tratar de muitas outras letras… Mas a essa altura do campeonato, feliz com minha “descoberta”, mais que prontamente comuniquei a alvissareira notícia ao amigo e copoanheiro! Juntos, explorando um pouco mais, ele percebeu o nome do navio em que viajou seu antepassado: “Re Umberto”. Lembrei-me que poderia constar seu nome na lista de passageiros e lá fomos explorar. Sucesso!
Apesar de ter sido ticado bem em cima da primeira letra, vendo a letra de baixo, nitidamente um “B”, não tem como confundir. Aquilo é um “R”!
Enfim, mais algumas peças foram encontradas nesse quebra-cabeças familiar que é o nome Bicarato. Dali teremos condições de explorar novas alternativas, audaciosamente indo onde nenhum Bicarato jamais esteve! Os becos sem saída continuam, pois o nome Ricarato, na Itália, parece ser tão misterioso quanto sua versão brasileira.
Mas tempo ao tempo, paciência e perseverança. Tenho certeza que ainda vou encontrar mais alguma coisa por aí afora.
Agora, a pergunta que não quer calar: devo notificar todos os atuais membros da família Bicarato para que providenciem a alteração de seus nomes para a correta forma Ricarato?…